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MELHOR JUIZ  DA COPA DE 2006, VEM AO RIO CONHECER INOVAÇÕES NA ARBITRAGEM

Argentino Horacio Elizondo vai acompanhar a concentração dos árbitros e o técnico em arbitragem, postas em prática nos jogos decisivos do Carioca

Agência/AFP

Argentino Horacio Elizondo vem ao Rio observar as inovações na arbitragem

Adotada no ano passado, a concentração dos árbitros no Campeonato Carioca chamou a atenção do        melhor juiz da Copa de 2006. O argentino Horacio Elizondo vem ao Rio de Janeiro acompanhar a        preparação para a final da competição, no dia 19 de abril.

O juiz que expulsou Zinedine Zidane na final contra a Itália se aposentou dos gramados e atualmente        chefia os homens do apito na Argentina. Além da concentração, ele pensa em adotar em seu país outra        inovação: o técnico em arbitragem. A função é uma espécie de treinador de futebol, que orienta o trabalho     dos juízes. Antes das partidas, por exemplo, ele determina a hora em que os celulares devem ser        desligados. No intervalo, pode apontar um jogador que tenha feito várias faltas sem ser advertido. O        técnico, geralmente um instrutor da Fifa, só não intervém em questões interpretativas, como um pênalti        duvidoso.

- Tivemos um ganho de qualidade com essa nova função. Os árbitros estão mais disciplinados, tanto         que o número de cartões aumentou – avalia o mentor das idéias, Jorge Rabello, presidente da Comissão       de Arbitragens da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

A concentração foi implantada em São Paulo. A Fifa e a Uefa já adotaram o técnico de arbitragem em          competições de categorias de base. Até agora, em oito jogos decisivos, Rabello acredita que só houve         problema na
final da Taça Guanabara em 2008, quando o Flamengo venceu o Botafogo por 2 a 1.         Naquela partida, o árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou três jogadores e teve problema com o         clima quente entre as duas equipes. 

Como é a concentração dos árbitros

Divulgação/FERJ

Nas concentrações, os árbitros assistem aos próprios erros e acertos nos jogos do Campeonato Carioca

A programação da concentração dos árbitros é semelhante à dos times de futebol. Na sexta-feira, por         exemplo, juízes e auxiliares das semifinais da Taça Rio se apresentaram às 14h em um clube da Barra         da Tijuca. Entre 15h30m e 17h30m fizeram trabalho de campo, onde foram simuladas situações de jogo.       No final da tarde foram para o hotel. Jantaram e em seguida assistiram a vídeos com erros e acertos de        jogos do próprio Campeonato Carioca.

- Queremos aprender com nossos próprios erros. Impedimentos bem ou mal marcados, cartões amarelos     bem ou mal aplicados. É um exercício de memorização para os árbitros – afirma Rabello.

A manhã dos dias dos jogos é reservada para a análise dos esquemas táticos das equipes. Os       bandeirinhas, por exemplo, recebem informações sobre como jogam os atacantes. Se mais fixos ou       velozes, caso em que a marcação dos impedimentos torna-se mais complicada. O comportamento dos      atletas também é analisado: se o jogador gesticula muito com o juiz ou costuma cavar pênaltis. Rabello      lembra que o inverso também acontece. Em alguns clubes, como o Vasco de Dorival Júnior, os jogadores     são informados sobre o perfil do árbitro da partida. 

Divulgação/FERJ

 

Simulação de situações de jogo fazem parte da preparação para as partidas do Carioca

Antes do almoço, há a exibição de filmes motivacionais, como “Gladiador” e “300”. Com a moral elevada,      eles fazem uma refeição balanceada, com carne branca e legumes, e quatro horas antes do apito inicial       seguem para o Maracanã.

Como os custos são altos, a concentração dos árbitros acontece somente em jogos decisivos – finais e       semifinais. Enquanto o profissionalismo não vem, Rabello vislumbra um Centro de Treinamento só para       árbitros, com pista de atletismo, preparadores físicos, nutricionistas e psicólogos.

- A profissionalização é um processo que se arrasta há mais de 15 anos. Independente disso, o árbitro        tem que encaminhar até ela.

 

 

                                                 SAPERJ - Sindicato dos Árbitros Profissionais do Estado do Rio de Janeiro                                                 
Av. Presidente Vargas, 590, Sala 407 - Centro - Cep: 20071-000 - Rio de Janeiro - RJ - Tel: (21) 2233-0684 / 3477-4924
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