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04/12/2008
DR. RUBENS
LOPES DA COSTA FILHO
–
Quando o Sr. Assumiu a Presidência da Ferj existiam problemas
sérios com relação a imagem, credibilidade e saúde financeira
da instituição. Como o Sr. Mudou tudo isso?
Choque de gestão, mudança dos paradigmas, visão profissional,
missão e objetivos bem definidos focos permanentes nas metas a
serem atingida, composição das chefias das equipes de trabalho
com pessoas comprometidas com nossos projetos e propósitos para
a recuperação e desenvolvimento da instituição, treinamento do
pessoal e muito pouca paciência com os dissidentes.
– Na
sua avaliação, quais foram os maiores avanços da FERJ na sua
gestão?
Equilíbrio financeiro, restauração da credibilidade e
recuperação da imagem institucional.
–
Quais as novidades previstas para 2009?
Não se trata de novidade, mas de desafio, o trabalho de
convencimento e conscientização de dirigentes sobre a
necessidade de entenderem os requisitos essenciais exigidos pelo
futebol da atualidade, principalmente em relação à legislação, e
que velhos conceitos, atitudes e comportamentos em nada
contribuirão para o crescimento e sucesso de suas instituições.
Não há mais lugar para o jeitinho, a virada de mesa, o ganhar no
grito, o improviso e a falta de planejamento. Mudou tudo:
direção, sentido, visão, normas, regulamentos, leis e objetivos.
– Na
sua avaliação, a profissionalização dos quadros diretivos da
FERJ é o caminho para otimizar a gestão da instituição?
Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso e vamos chegar a esse
ponto.
– O
fortalecimento dos clubes do interior do Estado, será o caminho
para o fortalecimento do futebol carioca, como acontece em São
Paulo, por exemplo?
O Estado tem que ser forte, e o interior fazem parte do Estado.
A FERJ tem como uma de suas metas fomentar e promover o
desenvolvimento do futebol em todos os municípios, seja por
intermédio das Ligas Amadoras, seja através de clubes
profissionais. Entretanto há que haver estrutura para
possibilitar um desenvolvimento sustentado e não apenas fatos
isolados ou sazonais. Para tal torna-se imprescindível a
participação do poder público. Já nos reunimos com alguns
prefeitos e estamos programando um seminário para debater o
assunto com eles. Um dos grandes problemas a ser resolvido é a
carência de estádios adequados.
- O
Sr. Ganhou o respeito dos árbitros, pela visão e pelo
investimento qualificado na preparação de todo o quadro da Coaf.
O senhor esta satisfeito com os resultados alcançados?
Os resultados fazem parte da direção e sentido orientado e
conduzido pela Coaf que, com uma visão precisa, moderna e
futurista, estabeleceu um diagnóstico correto dos principais
problemas da arbitragem do Rio de Janeiro e implementou medidas
e diretrizes adequadas para o seu desenvolvimento. O presidente
da Ferj apenas entendeu o que lhe foi apresentado, acreditou nos
projetos e forneceu meios para as realizações. O mérito é da
Comissão e de seu presidente.
– com
relação ao pagamento das taxas de arbitragem, 2007 ficou
marcado, pelo recebimento de todas as taxas de arbitragem
devidas, em 2008, voltamos a ter problemas com os pagamentos,
muito embora, tenhamos avançado, com o afastamento de algumas
equipes da competição. O que esperar para 2009, para eliminar
este tipo de problema?
Posso garantir que todos receberão pelos serviços prestados e
que serão desenvolvidos mecanismos mais rígidos para coibir a
inadimplência, principalmente a intencional.
– sua
mensagem final, para os árbitros pertencentes a FERJ/COAF?
Agradecimento pelo trabalho, dedicação e empenho, estando
cientes de que a tranqüilidade, equilíbrio e sucesso de qualquer
competição passa pela competência e desempenho da arbitragem.
A busca da excelência deve ser uma constante, não esquecendo que
fazem parte de uma grande orquestra e para tal a afinação é
fundamental: altura, intensidade e timbre podem e devem ser
diferentes, mas o tom, obrigatoriamente, é um só.
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